terça-feira, 10 de maio de 2011

Regulamento do concurso de pintura de Alberto Caeiro

Normas de Funcionamento


Preâmbulo


-        O grupo de História e Arte promove, no âmbito da disciplina Área de Projecto, um concurso interno de pintura baseado num poema de Alberto Caeiro.





Artº1


Objectivos


-        Este concurso tem como principal objectivo promover a criatividade e imaginação dos concorrentes.





Artº2


Destinatários


-        Podem candidatar-se todas os alunos desde o 5ºano.





Artº3


Periodicidade


-        Este concurso decorrerá entre o dia 10 de Maio e 20 de Maio.





Artº4


Ficha de Inscrição


-        A ficha de inscrição encontra-se no final do regulamento.


-        A ficha de inscrição deverá acompanhar a pintura elaborada.  





Artº5


Trabalhos a concurso


-        Os concorrentes deverão apresentar um trabalho individual, criativo e original inspirados num dos poemas de Alberto Caeiro.


-        Os trabalhos deverão ser apresentados em folhas A4 ou A3.


-        Cada concorrente poderá concorrer com mais do que um trabalho.


-        Nas folhas dos trabalhos pode constar uma rubrica do concorrente.


-        Juntamente com os trabalhos deverá ser anexada a ficha de inscrição preenchida, bem como o poema escolhido.





Artº6


Prazo e modos de entrega


-        Os trabalhos deverão ser entregues aos directores de turma da respectiva turma.


-        Os trabalhos e respectivas folhas de inscrição deverão ser entregues dentro de um envolope tamanho A3 (disponivel na reprografia)





Artº7


Júri


-        Os trabalhos presentes a concurso serão analisados pelo grupo de História e Arte.


-        O grupo terá como critério de apreciação a criatividade, a originalidade e a qualidade gráfica dos trabalhos.





Artº8


Prémios


-        Aos alunos vencedores serão atribuídos os seguintes prémios:


1º lugar : tela, palete e conjunto de tintas guache;


2º lugar: um bloco de papel cavalinho e um conjunto de aguarelas;


3ºlugar: um conjunto de aguarelas.





Artº9


Direitos de autor/ direitos de utilização


-        Todos os trabalhos a concurso ficarão em poder do grupo, reservando para si o direito de reprodução e difusão das obras sem autorização expressa do autor.


-        Os trabalhos vencedores estarão em exposição (em data e local a definir).



Artº10

Casos Omissos


-        A participação neste concurso implica a plena aceitação de todos os artigos destas normas de funcionamento.


Exemplo da Ficha de Inscrição: (basta colocares uma folha juntamente com o teu desenho com este modelo)

Nome___________________________________________________ Ano____turma__
Idade__
Título do Poema_____________

quinta-feira, 24 de março de 2011

Concurso de Banda Desenhada

No dia 17 de Fevereiro de 2011, o grupo de História e Arte participou num concurso de banda desenhada promovido pela Câmara Municipal de Odemira.

Concorremos ao todo com 5 trabalhos, em breve publicaremos as nossas BD's !

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Galeria de Arte Vanguardista"

Durante este segundo período, com a ajuda das professoras Marina Beato e Rosália Valente, elaborámos uma Galeria de Arte Vanguardista. Cada elemento do grupo elaborou uma série de pinturas baseadas nos movimentos vanguardistas, nomeadamente o Fauvismo, o Expressionismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstraccionismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.

O resultado foi uma exposição criativa que foi visitada por alunos do secundário e por alunos que trabalharam as vanguardas nas suas aulas de História !

Apresentamos aqui o vídeo:
 

terça-feira, 15 de março de 2011

Entrevista ao artista Aureliano de Aguiar

O grupo de História e Arte decidiu conciliar o seu projecto na comunidade onde vive. Desta forma, valorizar o sítio onde vivemos é uma das principais metas que pretendemos atingir. No âmbito do estudo sobre a temática "As Vanguardas Históricas do século XX" o grupo decidiu contactar o artista Aureliano de Aguiar para o entrevistar sobre a obra “Arcanjo”.
O "Arcanjo" é uma estátua em ferro reciclado, com 3,5 metros de altura, criada entre 2007 e 2008. Situa-se numa pequena rotunda junto à Praia do Farol em Vila Nova de Milfontes.


“Arcanjo”
1. Admiramos a sua criatividade. Desde que idade decidiu ser escultor? Qual foi a sua motivação? Foi uma opção desde sempre ou algo o influenciou a seguir a veia artística?
Desde sempre senti vocação para a expressão artística indo as influências exteriores mais no sentido de abdicar desta tendência.

2. Para além da escultura tem mais alguma ocupação ?
A nível profissional, não. Aliás, seria impossível executar a obra que tenho se tivesse outra ocupação profissional.
1.1. Teve alguma formação escolar sobre escultura ou é algo “natural”?
Pode-se afirmar que é algo “natural”.

2. Para além da escultura tem mais alguma ocupação ?
A nível profissional, não. Aliás, seria impossível executar a obra que tenho se tivesse outra ocupação profissional.
3. As suas esculturas possuem características modernistas que, em muitos casos, contrastam com a paisagem rural onde estão inseridas. Porque preferiu seguir um modelo mais moderno em vez de trabalhar num modelo mais clássico?
Não considero a minha obra com expressão modernista. Também considero a Arte intemporal e infinitos espaços a podem conter. Tenho trabalhos em cidades, também, como por exemplo Berlim ou Guimarães. Considero-me um Artista e cidadão do Mundo… A expressão é algo que tenho vindo a desenvolver, que me identifica e em cuja consolidação trabalho arduamente.
4. Actualmente o seu trabalho tem vindo a ser com metal. Foi desde sempre esta a sua escolha ou trabalha com outros materiais?
Talvez possa responder pela opção por materiais ferrosos em vez da pedra ou do bronze, respondendo quer pelo lado prático: o que tinha mais próximo; quer pelo estético: sempre me atraíram as potencialidades do ferro.

“Arcanjo”

5. A obra “Arcanjo” foi uma das obras que foi realizada por si que se tornou no marco modernista na nossa vila. No que se inspirou para a realização desta escultura?
Na necessidade de alertar o maior número possível de pessoas. É um grito!
6. Compreendemos que através de “Arcanjo” pretende passar uma mensagem. Qual?
As mensagens contidas numa obra de Arte dependem da liberdade interpretativa de quem a contempla. Pretendendo elevar através desta contemplação a um estado de superação do próprio.
7. Acha que a escultura “Arcanjo” poderá ter um impacto para além do visual? Isto é, acha que poderá ter um impacto de consciencialização nas pessoas que a observam?
Isso depende de quem observa, da sensibilidade e gosto estético de cada um. Considero que o que diferencia a Arte são os potenciais de mudança. Em qualquer obra, sem particularizar. Como qualquer outra expressão artística, a Música ou a Literatura, há consumidores de todos os quadrantes. Considero importante o prazer de quem contempla, a capacidade de se abstrair de si e se sentir elemento de algo mais vasto, a capacidade de nos transcendermos no gozo, na apreciação de qualquer Obra, de qualquer Expressão Artística.
8. No âmbito do estudo sobre a temática "As Vanguardas Históricas do século XX", trabalhamos as várias características de cada vanguarda, e considerámos que a escultura “Arcanjo” tem influências do surrealismo, pois o objecto de representação é o surreal (o que está para além da realidade, o mundo do inconsciente), algo que não existe no mundo real.
  8.1 Considera esta escultura surrealista? Acha que, por ser tão fora do comum, teve um efeito de admiração na população?
Não a considero surrealista mas acho curiosa a analogia. É uma Obra que se enquadra na Arte Fantástica (ganhou, aliás, o Primeiro Prémio de Arte Fantástica, Utopia 2008). Arte Fantástica é transversal ao tempo e à linguagem.
Prémio Utopia 2008
9. Tivemos conhecimento que a escultura "Arcanjo" ganhou o prémio Utopia, promovido pelo Núcleo Português de Arte Fantástica com o apoio do Município da Amadora, no ano de 2008. Este prémio visa "premiar o melhor, mais criativo e louco trabalho de artes plásticas, na vertente de arte fantástica".
9.1 Qual foi a sua reacção ao saber da notícia? Qual o peso deste prémio na sua vida/ carreira profissional?
Fiquei muito feliz. Muito orgulhoso. Um Prémio é algo realmente muito importante. Como artista tornei-me mais divulgado. É um importante marco de reconhecimento na carreira de cada um. É também importante no currículo.
9.2 Já recebeu mais algum prémio?
Sim. O 1º Prémio Primeiro Prémio de Arte Fantástica, Utopia 2009 com a Obra “Dragão”
10. Ao longo de toda a sua vida profissional tem elaborado um conjunto de esculturas dinâmicas, originais e de carácter modernista como “Arcanjo”, “A Arvore Metálica”, “O Dragão”, “Shoemaker”, etc. Qual das esculturas que realizou foi a sua preferida? Porquê?
A minha preferida é normalmente a que estou a conceber. Neste momento estou a construir a “Árvore da Sabedoria”, uma Obra que ultrapassará os dez metros de altura.
11. Através de algumas fotos que vimos no seu facebook conseguimos concluir que já realizou uma série de esculturas que chegaram a ser colocadas em exposição. Tem alguma exposição a realizar proximamente?
Neste momento estou representado em duas: na Fundação do Buçaco e na Galeria Gesteiro em Viseu.
12. A compra de algumas das suas esculturas  e alguns prémios que recebeu, trouxeram-lhe reconhecimento enquanto escultor a nível nacional. Já foi reconhecido pelo seu trabalho fora de Portugal? Se sim, onde?

“Arcanjo”

Sim. Em muitos lugares. Tenho Obra Pública na Alemanha e em algumas colecções privadas em países europeus. Através da Internet tenho recebido rasgados elogios de todo o lado: Austrália, Marrocos, Brasil, Argentina, EUA, Espanha… Muitos, muitos
13. A obra "Arcanjo" teve como destino Vila Nova de Milfontes. Foi desde sempre este o local de eleição?  Ou, a sua construção,  tinha como objectivo estar em exposição noutra localidade?
A Obra "arcanjo" é uma obra de autor, ou seja, não foi encomendada por ninguém para lado nenhum, assim como muitas das minhas Obras. Por exemplo, a "Árvore da Sabedoria" que actualmente executo e que provavelmente ultrapassará os 10 metros de altura, é também uma obra de autor. Ou o "Dragão"... O "Arcanjo" é exclusivamente fruto da minha inspiração.




Concurso "Faça lá um poema"

No início do segundo período participámos num Concurso de Poemas da iniciativa do colégio que frequentamos. Apesar de não termos ficado em nenhuma posição de destaque, gostamos de participar pela experiência. Seguem-se outros concursos!

Antes que o primeiro raio de sol brote no horizonte,
O quente do meu coração abate sobre a noite fria.
Abro as minhas duas janelas
E clamo para o vazio.

Agarro-me a este devaneio com uma tal inquietação
Que já repeti mil vezes o teu nome.
E como quem espera por algo que tarda a chegar,
Não tenho medo de murmurar o quanto te anseio,
O quanto te desejo, o quanta falta me fazes.

Porque sem ti sou mulher incompleta,
Sou um ser inacabado.

Aluna: Joana Camacho Belchior


Não sei o que sonho,
Nem para que sonho,
Sonhar é ser inconsciente do que existe,
É sentir ansiedade de algo que não chega,

Não quero sonhar, nem sentir o sonho,
Quero viver, apenas o que vivo,
Sem sonho de ilusão,
Sonhar é um sonho inútil,

Quem sonha, sonha com o inexistente,
O conhecimento não se adequa pelo sonho,
Nada apetece sonhar,
Eu simplesmente não sonho…

Aluna: Daniela Marques
Aprisionado

Cinzento frio quebra-me
A memória murcha como uma nuvem
Há piores?
Os meus pecados sejam me vingados!

Cinzento frio nas paredes, cinzento frio no interior
Quando posso sair daqui?
Quando vejo o sol?

O meu coração está pesado, oh por favor dá-me luz!
Não posso aguentar mais a dor
Vem e salva-me!

Aluna: Alexandra Ahrndt


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Contactos elaborados até ao final do 1º período

Ao longo do primeiro período contactámos com alguns artistas e identidades para uma possível elaboração de um trabalho em parceria com o grupo.

Até ao final do primeiro período contactámos, por e-mail, três identidades importantes: a Fundação Calouste Gulbenkian, a Faculdade de Belas Artes e a Câmara Municipal de Odemira. Ainda não obtivemos resposta, mas estamos a aguardar.

Através de via telefónica voltámos a contactar a Câmara Municipal de Odemira onde falámos com a Sra. Natália Correia, que se mostrou muito prestável e logo se disponibilizou para nos ajudar.

Contactámos ainda o antigo aluno do nosso colégio (Colégio de Nossa Senhora da Graça), Rudolf Muller, que tem experiência em pintura, a Sra. Alexandra Baião que tem formação em História e Arte, o professor Rui Rijo, que tem experiência em fotografia e que nos têm ajudado em algumas questões do blog e o arquitecto Luís Varela. Recebemos, com muito entusiasmo, resposta a todos os e-mail que enviámos.

Estes artistas estão dispostos a colaborar connosco e nós estamos ansiosas por começar !

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Participação no concurso "A minha República

No dia 19 de Novembro de 2010 decidimos participar num concurso de desenho chamado "A minha República".  Este foi o primeiro concurso em que participámos. Foi promovido pela Câmara Municipal de Odemira e era dirigido a alunos do 1º ao 12º ano de várias escolas.
Inscrição e Regulamento do concurso "A minha República"

 O concurso " A minha República" tinha como objectivo que os alunos desenhassem algo que tivesse como referência a República Portuguesa. Este foi o primeiro concurso onde o grupo se inscreveu.
Foi com muito entusiamos que recebemos o 2º lugar deste concurso com o desenho "Mulher à Janela".
"Mulher à Janela"
Autora: Joana Belchior

Iremos participar noutros concursos e iremos dando notícias !

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Visita ao Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian

Há muito tempo que não temos publicado informação e novidades sobre o nosso projecto neste blog, mas hoje irei actualizá-lo!

No dia 25 de Novembro de 2010, quinta-feira, fomos a Lisboa numa saída de campo. No âmbito da disciplina de Área de Projecto fomos visitar o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
O objectivo desta saída de campo foi complementar o estudo que temos vindo a desenvolver sobre o tema “ As vanguardas históticas do século XX”, umas vez que podemos observar de perto o que é a pintura, a escultura e a literatura Modernista.

Logo pela manhã, às 6.30h, saímos de Vila Nova de Milfontes e fomos de carro até Sines. Em Sines, às 7.30h da manhã, fomos de Expresso para Lisboa.
Chegámos a Lisboa às 10.30h e, através do metro, dirigimo-nos ao Centro de Arte Moderna.

Percurso por Lisboa

Em primeiro lugar, o grupo de “História e Arte” decidiu visitar a “parte mais Clássica” da exposição que se realizava na Fundação.Realizámos dois circuitos, sendo que o primeiro era dedicado À Arte Oriental e Clássica que evolui através das galerias de Arte Egípcia, Greco-Romana, Mesopotâmia, Oriente Islâmico, Arménia e Extremo - Oriente, e o segundo período é dedicado à Arte Europeia, com núcleos dedicados À Arte do Livro, à Escultura, Pintura e Artes Decorativos.

Em segundo lugar fomos à “parte Modernista” da exposição, onde pudemos observar de perto quadros com as características das vanguardas que temos vindo a estudar. A fundação apresenta quadros de todos os movimentos vanguardistas: Fauvismo; Expressionismo; Cubismo; Futurismo; Abstraccionismo; Dadaísmo e Surrealismo.

Além das pinturas e dos desenhos modernistas, a Fundação apresenta-nos esculturas Modernistas, uma sala de livros relacionados com o Modernismo (que podes consultar) e um espaço onde podemos ouvir documentários.

Alguns pintores que compõe a exposição são Henri Fantin-Latour (1836 a 1904); Mary Cassat (1844 a 1926); John Singer Sargent (1856 a 1925); Eduardo Batarda (1943); Ângela Ferreira (1958); Paula Rego (1953); Fernando Azevedo (1923 a 2002); António Domingues (1921 a 2004); António Pedro (1909 a 1956); João Moniz Pereira (1920 a 1989); Marcelino Vespeira(1925 a 2002); António Dacosta (1914 a 1990); Mário Eloy (1900 a 1951); Carlos Botelho (1899 a 1882); António Pedro (1909 a 1966); Arshile Gorky (1904 a 1948); Joaquín Torres-García (1874 a 1949): Arpad Szenes (1897 a 1985); Amadeo de Souza-Cardoso (1887 a 1918); António Soares (1894 a 1978); Sonia Delaunay (1885 a 1979); Manuel Botelho (1950); Miguel Branco (1963); Álvaro Lapa (1939 a 2006); Rui Sanches (1954); José de Almada Negreiros (1893 a 1970) e Canto da Maya (1890 a 1981).

Os materiais que compõem as pinturas são, essencialmente, óleo, pastel, tinta-da-china, aguarela, acrílico, grafite, lápis de cera, têmpera, colagem, cera, cola, impressão a jacto, tinta pigmentada Ultrachrome HDR, tinta de esmalte e tinta celulósica. Nas esculturas predomina o ferro pintado, bronze, acrílico, madeira, vidro, espelho, borracha, tinta de esmalte, aglomerado e contraplacado.

Depois de visitar-mos a exposição durante uma manhã e uma tarde viemos para Vila Nova de Milfontes às 17.00h.


Aqui está um vídeo sobre os quadros que observámos: